
Asteroide destruiria a Europa em eventual colisão,segundo exercício promovido pela Nasa — Foto: Reprodução/Sciepro
Pesquisadores chineses apresentaram uma nova estratégia para evitar que grandes asteroides atinjam a Terra. O método,descrito em um estudo publicado na revista científica Space: Science and Technology,propõe realizar duas explosões sucessivas no objeto: a primeira para escavar uma grande cratera e a segunda para utilizar essa cavidade como forma de transmitir mais energia e alterar sua trajetória.
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Segundo os autores,a técnica seria especialmente útil para asteroides com mais de 100 metros de diâmetro e em cenários em que exista tempo suficiente para executar uma missão espacial antes de uma possível colisão.
A proposta difere das estratégias mais conhecidas,que consistem em destruir completamente o asteroide ou desviá-lo por meio do impacto de uma espaçonave. No novo modelo,a primeira explosão funcionaria como uma preparação do terreno,criando uma cavidade que potencializaria os efeitos da segunda detonação.
De acordo com os pesquisadores,essa abordagem permitiria transferir mais energia ao corpo celeste e aumentar significativamente a chance de alterar sua órbita.
"Os métodos tradicionais de impacto cinético ou de deflexão por força a longo prazo oferecem energia limitada e não conseguem realizar uma deflexão eficaz em curtos períodos de tempo",escreveram os autores no estudo.
Embora o trabalho trate de um cenário extremo,os cientistas ressaltam que a Terra não enfrenta atualmente nenhuma ameaça conhecida de impacto por grandes asteroides. Agências espaciais como a Nasa monitoram continuamente milhões de objetos do Sistema Solar,e nenhum deles representa risco iminente de colisão com o planeta.
Um dos casos mais conhecidos foi o do asteroide Apophis. Descoberto em 2004,ele chegou a despertar preocupação devido à possibilidade de atingir a Terra em uma futura aproximação. No entanto,observações posteriores descartaram qualquer risco para as próximas décadas.
Apesar disso,impactos menores continuam fazendo parte da história recente do planeta. Em 2013,um meteoro explodiu sobre a cidade de Chelyabinsk,na Rússia,liberando uma onda de choque que danificou milhares de edifícios e deixou mais de 1.500 pessoas feridas,principalmente por estilhaços de vidro.
Os próprios autores reconhecem que a técnica ainda está longe de uma aplicação prática. O estudo foi desenvolvido com base em simulações computacionais e modelos teóricos,sem qualquer teste experimental.
O objetivo,segundo os pesquisadores,é ampliar o conjunto de alternativas disponíveis caso um grande asteroide seja identificado em rota de colisão com a Terra e haja necessidade de uma resposta rápida.

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