
A querida Teresa Cristina quer mostrar suas canções — Foto: NANA MORAES
Ela despontou nos anos 1990,na Lapa,o mais carioca dos bairros,que passava então por um processo de revitalização — cujo carro-chefe era exatamente a música. Ali,nos shows do antigo Bar Semente,Teresa Cristina colocou sua voz (e que voz) a serviço do samba e do choro. Agora,quase três décadas depois,esta sambista de 58 anos,criada na Vila da Penha,abre um novo capítulo de sua trajetória.
No próximo dia 19 de junho,ela lança,pela Altafonte,o single “Quando a onda passar”,primeira amostra de “Tudo que eu tenho”,álbum que chega às plataformas em 24 de julho e marca seu primeiro trabalho inteiramente autoral.
Produzido por Pretinho da Serrinha,outro sambista de mão cheia da mesma geração,o disco de Teresa Cristina reúne composições escritas pela própria cantora. “Desde a gravação do meu primeiro álbum,me acostumei a deixar minhas composições para um outro momento”,diz ela. “Gosto de cantar,de fazer minhas pesquisas e homenagens a outros artistas,mas preciso mostrar minhas canções”,completa.
Este novo single é assinado por ela,mas também por Mosquito e Xande de Pilares: “A letra surge como uma espécie de anti-romance,pois parte da ideia de que nem todo amor precisa insistir para permanecer: às vezes,a amizade é o que resta — ou o que salva”.
A agenda da cantora inclui uma turnê que passará por Salvador,Rio e São Paulo,em setembro. No repertório,além das novas músicas,Teresa incluirá composições que a acompanham desde o início da carreira — algumas delas ainda inéditas em sua voz nos palcos.
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A pedido da coluna,ela apontou sua aposta em dois nomes da nova geração do samba e,por que não?,deu uma opinião sobre a Copa do Mundo. No primeiro caso,ela citou Marina Iris e Camila Monteiro. “Tenho uma admiração muito grande pela Marina. E a Camila ainda vai dar muita alegria para a gente”,aposta.
Quanto à Copa,que começa na quinta-feira da próxima semana,dia 11,a cantora revela seu lado supersticioso: “Não gosto de assistir aos jogos com gente que não conheço. E,se vejo o primeiro jogo com uma galera,é com essa mesma galera que vou assistir até o fim”.
Também é nesta época que lhe vem à cabeça a música que Moraes Moreira (1947-2020) compôs para a seleção de 1982: “Sangue,swing e cintura”. Num verso desta canção,o artista baiano diz que “a bola é a arte do povo”. E é mesmo.

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