Yamal é consolado pelo técnico Hansi Flick ao ser substituído com lesão — Foto: Josep LAGO / AFP

Yamal é consolado pelo técnico Hansi Flick ao ser substituído com lesão — Foto: Josep LAGO / AFP
GERADO EM: 23/04/2026 - 18:32
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É normal que no Brasil o assunto tenha sido a lesão de partir o coração do garoto Estevão. Mas as lesões estão longe de ser um problema exclusivo do Brasil,e há outra grande favorita com tantos motivos para se preocupar como a gente.
Os problemas da seleção brasileira a menos de 50 dias para a Copa vão muito além do ponta de 18 anos do Chelsea,que tinha se transformado em uma peça-chave para o time de Carlo Ancelotti.
O pesadelo do italiano já começa no gol,onde o titular absoluto,Alisson,tem sofrido com várias lesões musculares. Apesar de ontem ter voltado aos treinos,ninguém sabe como ele chegará para a Copa,e preocupa demais,porque não temos outro goleiro nem perto do nível dele.
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Outro que parece não conseguir completar uma sequência de jogos há anos é Eder Militão. Quando joga,o zagueiro do Real é indiscutivelmente um dos melhores do mundo. Mas,depois de dois ligamentos cruzados,ele tem tido muitas lesões musculares,a última na terça-feira,que vai deixá-lo um mês fora de combate.
Bruno Guimarães voltou no fim de semana e parece recuperado,mas os desfalques de Rodrygo e Estevão,aliados a uma série de lesões musculares de Raphinha,preocupam a formação de ataque ideal de Ancelotti,que será obrigado a improvisar nos EUA.
Mas as lesões estão longe de ser um problema exclusivo do Brasil.
A França perdeu Hugo Ekitiké por uma lesão no tendão de Aquiles; a Alemanha,Serge Gnabry,com um problema muscular; mas é difícil não olhar para a Espanha com enorme preocupação.
O capitão do título da Eurocopa há dois anos,Dani Carvajal,não conseguiu se recuperar totalmente de uma lesão devastadora no joelho e apenas jogou essa temporada. Um dos heróis daquela conquista e um dos jogadores mais importantes do Arsenal,Mikel Merino,sofreu uma fratura no pé direito no começo de fevereiro e está correndo contra o relógio para tentar chegar à Copa.
O ponta endiabrado Nico Williams,que tocou o terror nas defesas na campanha histórica da La Roja,vem jogando no sacrifício há meses e tentando evitar uma cirurgia no púbis,longe da melhor forma.
O meia Pedri também tem sofrido fisicamente durante toda a temporada,oscilando entre atuações de gala e esgotamentos musculares.
Mas a última de todas as dores de cabeça pro técnico Luis de la Fuente aconteceu na quarta-feira,quando a maior estrela do futebol europeu na atualidade,o ponta de 18 anos Lamine Yamal,caiu no chão pedindo substituição depois de cobrar o pênalti que deu a vitória ao Barcelona contra o Celta de Vigo.
O clube soltou um comunicado estranhíssimo ontem,de apenas quatro linhas,dizendo que Lamine tinha sofrido uma lesão no posterior da coxa,sem dar mais detalhes.
É raro,esquisito até ver um clube falar de seleção. Principalmente em se tratando do Barcelona,que não publicou o grau da lesão e se limitou a dizer que Lamine estará disponível para a Copa.
As palavras do Barça não tranquilizaram ninguém por aqui,e noto extrema cautela em todos que cobrimos a seleção de perto. Existe uma sensação generalizada de que ele dificilmente chega para a fase de grupos,quando a Espanha enfrenta Cabo Verde,Arábia Saudita e Uruguai.
O posterior da coxa é complicado e,quando forçado,tem um índice enorme de recaída ou reincidência. Por isso é tratado com muita prudência pelos médicos. Uma lesão assim a um mês e meio da Copa é quase garantia de que ele terá que se sacrificar.

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