
Painéis de captação de energia solar em Qianxi,na China; estudo revela que boom desse modelo reduz diversidade de aves — Foto: CN-STR/AFP
O impulso global para expandir a energia solar pode ter custos ocultos para a biodiversidade,de acordo com um estudo publicado no periódico Journal nesta quinta-feira. A pesquisa constatou que as políticas pró-energia solar levaram a uma redução na diversidade de aves. Os autores descreveram isso como um exemplo de um "dilema verde" que coloca a redução de carbono em conflito com a conservação.
Vídeo: atração na China exibe 'ar-condicionado virtual’ para aliviar calor de visitantesLeia também: Indonésia aposta na semeadura de nuvens para combater incêndios florestais
"A principal mensagem não é interromper a transição para energias renováveis,mas garantir que o desenvolvimento da energia solar seja melhor informado a partir de uma perspectiva ecológica",disse à AFP o autor principal do estudo,Huiming Zhang,da Universidade de Ciência e Tecnologia da Informação de Nanjing.
A meta da China de alcançar a neutralidade de carbono até 2060 impulsionou o país para uma revolução em energias renováveis. A energia solar deverá representar 45% da matriz energética da China até 2060.
A seleção de locais para parques solares na China é baseada nos planos quinquenais do governo para promover o desenvolvimento econômico de determinadas regiões. Zhang e seus colegas analisaram as variações nas políticas de expansão da energia solar em 2.344 municípios da China entre 2014 e 2023,juntamente com outras variáveis como clima,condições socioeconômicas,cobertura do solo e observações de aves.
Continuar Lendo


1 de 5
A andorinha-de-coleira é criticamente ameaçada de extinção no estado de Minas Gerais — Foto: Afonso Santos


2 de 5
A andorinha-de-coleira é criticamente ameaçada de extinção no estado de Minas Gerais. — Foto: Afonso Santos
Pular
X de 5
Publicidade
5 fotos


3 de 5
A andorinha-de-coleira é criticamente ameaçada de extinção no estado de Minas Gerais. — Foto: Afonso Santos

4 de 5
A andorinha-de-coleira é criticamente ameaçada de extinção no estado de Minas Gerais. — Foto: Afonso Santos
Pular
X de 5
Publicidade

5 de 5
A andorinha-de-coleira é criticamente ameaçada de extinção no estado de Minas Gerais. — Foto: Afonso Santos
Aves foram registradas durante expedição ao longo do rio Paraopeba
Eles correlacionaram esses dados com registros de ciência cidadã para entender o impacto na diversidade de aves. Seus resultados revelaram uma relação inversa: um aumento constante na rigidez das políticas foi associado a uma diminuição na biodiversidade de aves,embora o efeito tenha sido moderado.
Tanto aves nativas quanto migratórias sofreram declínios significativos. No entanto,espécies nativas em habitats montanhosos inadequados para parques solares não foram afetadas. Embora os autores tenham estudado energia solar,os problemas que identificaram também se aplicam a outras formas de energia renovável,como parques eólicos.
A equipe de pesquisa ofereceu uma série de recomendações,incluindo direcionar grandes projetos de energia solar para locais com menos conflitos ecológicos e limitar a conversão de terras em regiões produtivas e ricas em habitats.

© Hotspots da moda portuguesa política de Privacidade Contate-nos