
Presidente Lula critica postura dos bancos na oferta de crédito para motoristas — Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo
GERADO EM: 28/07/2026 - 21:44
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A reunião feita ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir os programas de financiamentos para aquisições de carros para motoristas de aplicativos e taxistas,no âmbito do programa Move Brasil,ocorreu em um contexto de elevado pessimismo interno sobre os montantes que serão efetivamente emprestados.
Interlocutores ouvidos pelo GLOBO apontam que,apesar dos R$ 30 bilhões de linha de crédito disponibilizados pelo governo,o cenário mais otimista é que sejam tomados em empréstimos cerca de um terço desse valor.
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Na avaliação mais realista,as contratações ficariam entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões,algo como o dobro do que foi efetivado desde maio,quando a linha de crédito foi criada e logo foi apontada como mais um item para a vitrine eleitoral da campanha de Lula à reeleição.
Após a reunião de ontem com seus auxiliares,o presidente Lula criticou os bancos,que estariam criando dificuldades para conceder os empréstimos,mesmo contando com garantia federal para uma parcela das operações.
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Essa versão de linha de crédito incentivada para a compra de carrosnão tem grandes entusiastas no governo e seu fraco desempenho de certa forma serve de alento para as alas que achavam a ideia ruim. O mesmo vale para a linha voltada para a compra de motos e bicicletas para entregadores.
Há uma leitura de que houve necessidade política de se fazer algo para o público de motoristas de aplicativos,mas também um reconhecimento de uma parcela do governo de que esse dinheiro poderia ser melhor aplicado.
Os problemas desse programa surgiram no seu nascedouro. A ideia não veio da equipe econômica e sim da Secretaria de Comunicação da Presidência,que queria um programa para atender um público no qual o governo tem sido mal avaliado nas pesquisas de opinião. Durante sua gestação,os embates internos foram significativos até que o desenho que veio a público foi finalizado.
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O ritmo fraco dos empréstimos também está servindo de argumento para a equipe econômica defender que o impacto econômico dessas medidas é irrelevante,neutralizando as críticas de que estaria atuando na contramão do Banco Central — que contrai o crédito com juros altos para controlar a inflação.

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