
Bitucas de cigarro — Foto: Freepik
GERADO EM: 27/07/2026 - 10:57
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Mais de uma década após a Hungria proibir o fumo em bares,restaurantes e outros ambientes fechados de uso coletivo,um estudo indica que a medida foi acompanhada por uma redução de cerca de 50% nos casos de câncer relacionados ao tabaco entre pessoas de meia-idade. A pesquisa,divulgada neste mês pelo grupo HUN-CANCER EPI,analisou dados de saúde entre 2011 e 2023 e sugere que dezenas de milhares de pessoas podem ter evitado doenças graves associadas ao cigarro.
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Segundo o levantamento,além da queda no número de diagnósticos,houve redução superior a 60% na mortalidade entre pessoas de 50 a 59 anos. Os pesquisadores atribuem parte desse resultado à diminuição da exposição ao fumo passivo após a entrada em vigor da lei,em 1º de janeiro de 2012.
Os efeitos não se restringem ao câncer de pulmão. A pesquisa também identificou redução em tumores de cabeça e pescoço,laringe e esôfago,todos fortemente associados ao consumo de tabaco. De acordo com Krisztina Bogos,diretora-geral do Instituto Nacional Korányi de Pneumologia,a queda ocorreu tanto nos novos casos quanto nas mortes provocadas por essas doenças.
A legislação foi aprovada durante o primeiro governo do primeiro-ministro Viktor Orbán e endureceu as regras de proteção aos não fumantes. À Euronews,o ex-secretário de Estado da Saúde Miklós Szócska afirmou que a elaboração da proposta precisou ser conduzida com discrição devido à forte pressão exercida pela indústria do tabaco contra a mudança.
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Na época da tramitação,representantes do setor argumentavam que a proibição provocaria fechamento de estabelecimentos e perda de empregos. Segundo os responsáveis pela política pública,porém,esses efeitos não se confirmaram. O estudo destaca que a atividade de bares e restaurantes não registrou o impacto econômico previsto pelos opositores da medida.
Apesar dos resultados considerados positivos,especialistas afirmam que o combate ao tabagismo enfrenta novos desafios. O consumo tradicional de cigarros diminuiu,mas parte dos jovens migrou para produtos de tabaco aquecido e cigarros eletrônicos aromatizados. Segundo os pesquisadores,esses dispositivos também apresentam riscos à saúde dos usuários e das pessoas expostas aos seus aerossóis.
O estudo ressalta ainda que o tabagismo continua sendo um dos principais fatores de risco para o câncer. De acordo com os pesquisadores,ele responde por cerca de 20% dos casos da doença,à frente de fatores como obesidade e consumo excessivo de álcool.

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