ENTRETENIMENTO Jul 30, 2026 IDOPRESS

Pessoas nascidas nas décadas de 1960 e 1970 são mais resilientes, entenda o porquê

A infância molda a resiliência — Foto: Reprodução/ Magnific

Naquela época,as crianças não tinham telefones celulares,computadores,redes sociais ou videogames. Precisavam ser criativas para se divertir,estimular a imaginação e crescer em um modelo de educação bastante diferente do atual.

Saiba mais: 3 rotinas médicas das quais pessoas mais velhas podem não precisarEnvelhecer bem: 9 hábitos que especialistas recomendam na meia-idade para viver mais

De fato,pesquisadores observam que os adultos que cresceram nas décadas de 1960 e 1970 parecem apresentar um tipo de força psicológica ou resiliência que é menos frequente entre as gerações mais jovens.

Estudos na área da psicologia,como Resiliência em crianças e jovens: uma revisão e A relação entre o comportamento parental na criação dos filhos,a resiliência e os sintomas psicológicos em uma amostra representativa,mostram que a resiliência costuma se desenvolver quando as pessoas enfrentam desafios reais,conquistam autonomia e aprendem a resolver problemas desde cedo. Segundo os pesquisadores,essas características estavam mais presentes no contexto de criação de quem cresceu nas décadas de 1960 e 1970 do que na infância das crianças de hoje.

Vale destacar que,naquele período,um grande número de mulheres ingressou no mercado de trabalho,as opções de cuidados infantis fora de casa eram limitadas e as taxas de divórcio aumentavam,o que fez com que toda uma geração passasse uma quantidade incomum de tempo sem supervisão de adultos.

Continuar Lendo

Outros estudos longitudinais,como o Berkeley Guidance Study e o Oakland Growth Study,analisados pelo sociólogo norte-americano Glen H. Elder,mostraram que as dificuldades econômicas na infância não produziam efeitos iguais para todos. Em famílias estáveis,assumir responsabilidades desde cedo podia favorecer o desenvolvimento da autonomia,da independência,do senso de competência e da resiliência na vida adulta. Já em lares marcados por altos níveis de conflito,predominavam consequências mais negativas.

Esse contexto moldou um tipo de resiliência que ajuda a explicar a notável capacidade de resolução de problemas observada em muitos adultos mais velhos. Não se tratava de uma característica deliberadamente incentivada pelos pais da época,mas de uma resposta necessária a um ambiente em que a saúde emocional ainda recebia pouca atenção.

Autonomia como consequência da necessidade

A supervisão dos adultos era muito menor do que a atual. As crianças passavam boa parte do dia resolvendo seus próprios conflitos na rua,assumindo responsabilidades domésticas desde cedo e aprendendo a lidar com o tédio sem a presença de telas.

Esse processo se encaixa no que os especialistas chamam de "inoculação ao estresse",uma técnica cognitivo-comportamental que prepara o indivíduo por meio da exposição gradual a situações de estresse controladas. Assim,ao enfrentar dificuldades moderadas de forma independente — como voltar sozinhas para casa ou negociar as regras de uma brincadeira sem a intervenção dos pais —,as crianças fortaleciam sua capacidade de adaptação a longo prazo e desenvolviam habilidades fundamentais,como tolerância à frustração e autorregulação emocional.

Diferenças em relação ao modelo de criação atual

Hoje,crianças e adolescentes crescem em ambientes altamente controlados,nos quais os adultos intervêm rapidamente para poupá-los de qualquer desconforto ou fracasso. Essa proteção parte de uma intenção positiva,mas alguns especialistas alertam para as possíveis consequências negativas desse modelo.

A ausência de desafios reais durante a infância,por exemplo,pode estar limitando o desenvolvimento de competências emocionais essenciais. Tem se tornado cada vez mais comum observar dificuldades entre os jovens para aceitar um "não",respeitar figuras de autoridade ou lidar com a frustração — comportamentos que preocupam tanto educadores quanto famílias.

Tópico Moda: Guia Ultimate para as últimas tendências da moda

Bem -vindo ao nosso guia sobre as últimas tendências da moda! Neste mundo de moda em ritmo acelerado e em constante mudança, pode ser um desafio acompanhar os estilos e tendências mais recentes. Mas não tema, porque o abordamos. De desfiles ao estilo de rua, de grampos clássicos a designers emergentes, nosso guia abrangente fornecerá tudo o que você precisa saber para navegar no emocionante mundo da moda. Vamos embarcar nessa jornada de alfaiataria juntos e descobrir como você pode abraçar sem esforço as últimas tendências da moda!