
Duas toneladas de haxixe foram apreendidas em Jacarepaguá no dia 4 de março — Foto: Reprodução/PRF
GERADO EM: 05/07/2026 - 19:54
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A Polícia Civil investiga uma quadrilha suspeita de trazer haxixe do Paraguai para abastecer favelas em territórios controlados pelo Comando Vermelho (CV) no Rio,em Angra dos Reis,na Costa Verde,e em Cabo Frio,na Região dos Lagos. O bando,que opera desde o início de 2025,é suspeito de ter traficado cerca de uma tonelada da droga em apenas um mês. O valor da carga é estimado em cerca de R$ 13 milhões.
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Até agora,três pessoas suspeitas de integrar a quadrilha foram presas. Outras três foram identificadas e estão com as prisões preventivas decretadas. Consideradas foragidas,elas tiveram seus nomes mantidos em sigilo para não atrapalhar o trabalho da polícia. Investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Baixada Fluminense (DRE-Baixada) apontam que bandidos usam a Favela de Manguinhos e o Complexo da Penha,na Zona Norte,para receber cargas semanais da droga.
Informações iniciais mostram que o haxixe entraria pela fronteira do Paraguai com o Brasil e,posteriormente,seria recebido e embalado em Guarulhos (SP). De lá,é enviado ao Rio de Janeiro. O transporte do material é feito por motoristas de aplicativo aliciados pelo bando. Dois deles foram presos em setembro de 2025 por agentes da Polícia Rodoviária Federal,na Rodovia Presidente Dutra,na altura de Seropédica. Na ocasião,foram apreendidos cerca de 400 quilos de haxixe.
A partir daí,a DRE-Baixada iniciou uma investigação sobre o tráfico interestadual da droga. Os agentes descobriram um ponto em Guarulhos de onde partiam carregamentos semanais de haxixe destinados ao Rio. Na semana passada,policiais da especializada prenderam Cleyton Coutinho Conceição,que estava com a prisão preventiva decretada. Ele é suspeito de ser um dos responsáveis por receber a droga no Rio e distribuí-la para o Complexo da Penha e Manguinhos. Dessas duas comunidades,o haxixe é enviado para a Costa Verde e para a Região dos Lagos.
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— Vamos aprofundar a investigação sobre a capilaridade desse grupo para tentar identificar outros envolvidos nas ramificações da Costa Verde e da Região dos Lagos. Este é o nosso próximo passo — explicou o delegado Leandro Teixeira da Costa,da DRE-Baixada.
Informalmente,segundo a polícia,Cleyton negou as acusações e alegou ser inocente. O suspeito,que já respondeu por crimes de tráfico de drogas e roubo,deverá ser submetido a uma audiência de custódia. Na ocasião,um juiz vai confirmar ou não a legalidade da prisão. Se ela for considerada irregular,ele responderá ao processo em liberdade.
Na última quarta-feira,policiais da DRE estiveram em Guarulhos para tentar localizar três suspeitos de integrar o bando. Entre os procurados estariam um responsável por aliciar motoristas para o transporte da droga,além do contratante e financiador das despesas da organização criminosa. Eles,no entanto,não foram localizados.
Segundo a polícia,o haxixe é mais resinoso e tem uma concentração maior de substâncias psicoativas do que a maconha,o que potencializa os efeitos provocados pelo consumo. Geralmente é vendido em forma de pequenas bolas. O quilo da droga pode custar cerca de R$ 13 mil,dependendo de variáveis como o grau de pureza (o quilo da maconha custa cerca de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil ).
O número de apreensões de haxixe no Rio tem se multiplicado. No dia 15 de maio,17 quilos foram apreendidos pela Receita Federal no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. A droga estava na bagagem de uma americana procedente de Houston,nos Estados Unidos. Durante fiscalização de rotina,servidores da Receita Federal identificaram,por meio de inspeção por raio-x,conteúdo suspeito no interior da mala da passageira. A viajante foi chamada para acompanhar a abertura da bagagem e,em sua presença,foram encontrados invólucros contendo substância suspeita. Ela alegou que trazia a mala para entregar para um amigo. Segundo a Receita Federal,só nos primeiros quatro meses do ano,12 ocorrência deste tipo já haviam sido registradas no aeroporto.
Uma das maiores apreensões da droga no Rio,em 2026,feita no dia 4 de março. Na ocasião,a Polícia Civil apreendeu duas toneladas de haxixe. O material foi encontrado escondido em uma casa no Anil,em Jacarepaguá,na Zona Sudoeste do Rio. Segundo a investigação,a droga entrou no Rio de Janeiro por via marítima. Na época,quatro pessoas foram presas em flagrante. De acordo com investigações da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA),o imóvel era usado para armazenar a droga. Dali,o haxixe seguiria para abastecer favelas com territórios controlados pelo Comando Vermelho,entre elas o Morro do Fallet,em Santa Teresa,e o Complexo da Penha.

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