
Almoço na Casa Branca cujo tema foi mineração: interesse dos EUA nas jazidas de minerais críticos na África - e no Brasil também - é cada vez mais voraz,pelo emprego estratégico destes materiais na fabricação de baterias e outras tecnologias essenciais para a transição energética — Foto: AFP
GERADO EM: 19/05/2026 - 16:44
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Apesar de ter ganhado destaque após a reunião entre os presidentes Lula e Donald Trump em Washington e de avançar no Congresso,o tema das terras-raras ainda é pouco conhecido pela maioria dos brasileiros. Pesquisa Genial/Quaest aponta que 65% dizem não saber o que são terras-raras ou minerais críticos,enquanto 35% afirmam saber.
O que são terras-raras e minerais críticos,e por que eles são importantes?Pesquisas conjuntas e exploração desses insumos estão previstos em acordo assinado neste sábado entre Brasil e Índia
Ontem,o presidente Lula falou sobre o assunto no evento do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais,em Campinas. Ele afirmou esperar formar parcerias com outras nações,mas ressaltou que o controle dos projetos ficará nas mãos do governo brasileiro.
- Aqui pode vir quem quiser,desde que tenha consciência de que o Brasil não abre mão da sua soberania. Os minerais críticos são nossos,as terras raras são nossas. Vamos explorar aqui dentro.
A defesa de maior controle nacional sobre o tema aparece também na pesquisa. Questionados sobre quem deve controlar a exploração das terras-raras no Brasil,45% dos entrevistados defendem apenas o governo; 31%,governo e empresas privadas; 13%,apenas empresas privadas; e 11% não souberam ou não responderam.
Além disso,70% defendem processar e industrializar os minerais no Brasil,enquanto 15% preferem exportar os minerais brutos. Outros 15% não souberam ou não responderam.
Em março,o então governador de Goiás,Ronaldo Caiado,assinou um acordo com os EUA prevendo parceria para explorar minerais críticos no estado. A pergunta aos entrevistados foi,nesse caso,quem deveria ter a palavra final sobre esse tipo de acordo. Para 52%,a decisão deveria ser compartilhada entre governo federal e estados; 27% defendem apenas o governo federal; e 11% dizem que os governos estaduais podem negociar sozinhos. Outros 10% não souberam ou não responderam.
Os entrevistados também foram perguntados se os acordos sobre terras-raras com os EUA fortalecem ou enfraquecem o Brasil. Para 43%,os acordos fortalecem o país,porque trazem investimento e tecnologia; 27% dizem que enfraquecem,porque podem colocar minerais estratégicos sob influência de outros países; 19% afirmam que nem fortalecem nem enfraquecem; e 11% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também mediu a percepção dos entrevistados sobre o embate entre Lula e Caiado em torno do tema. A pergunta apresentada aos entrevistados foi: “O presidente Lula criticou o governador Ronaldo Caiado por fechar esse tipo de acordo com os Estados Unidos,e Caiado disse que Lula é quem ‘vende o Brasil’. Com quem você concorda mais?”. O resultado mostrou que 32% concordam mais com Lula; 29%,com Ronaldo Caiado; 31%,com nenhum dos dois; e 8% não souberam ou não responderam.
Dependendo em quem o entrevistado votou no segundo turno de 2022,a concordância muda de lado. Entre os eleitores do atual presidente,58% concordam com Lula,8% com Caiado e 27% com nenhum dos dois. Entre os eleitores de Bolsonaro,22% concordam com Lula,30% com Caiado e 38% com nenhum dos dois.

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