
Flávio Bolsonaro e Lula trocam candidaturas nos estados por apoio — Foto: Maria Isabel Oliveira e Brenno Carvalho / Agência O Globo
Criticado por concentrar as costuras políticas da campanha de Flávio Bolsonaro,Rogério Marinho decidiu descentralizar algumas frentes,como a do segmento evangélico. O coordenador determinou a criação de um núcleo para fazer o corpo a corpo com o eleitorado evangélico,buscando conter as investidas de Lula sobre esse grupo.
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A estratégia traçada é montar uma força-tarefa com cerca de seis lideranças religiosas que não sejam políticas,mas tenham capilaridade no país. Esses nomes estarão constantemente no QG da campanha de Flávio e manterão contato frequente com pastores e evangélicos da base.
Outra ação será encabeçada pelo próprio Flávio Bolsonaro. A ideia é que o senador peça a Silas Malafaia que organize um encontro com líderes evangélicos de diferentes igrejas para demonstrar apoio à sua candidatura à Presidência. O pastor fez o mesmo com Jair Bolsonaro em 2022. O plano é que esse encontro aconteça já nas próximas semanas,com o objetivo de frear as investidas da campanha de Lula sobre o segmento.
A pesquisa Quaest deste mês mostrou que Flávio segue à frente de Lula na intenção de votos do eleitorado evangélico. Mas a diferença,que era de 37 pontos em maio,agora é de 22.
Como informou a coluna,lideranças religiosas que apoiam Flávio estão pessimistas com o clima captado nas igrejas e templos. Em conversas com sua base,afirmam que hoje há muita dúvida sobre a efetividade da candidatura de Flávio ao Palácio do Planalto. A avaliação desses líderes é que a postura desse eleitorado é totalmente distinta da de 2022,quando Jair Bolsonaro concorreu contra Lula.

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