
Folarin Balogun,dos Estados Unidos,comemora gol no duelo contra a Bósnia,na Copa do Mundo — Foto: JAMIE SQUIRE / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
GERADO EM: 06/07/2026 - 05:47
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A polêmica envolvendo a liberação de Folarin Balogun ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira. De acordo com o The Athletic,a Bélgica obteve o direito de recorrer da decisão da Fifa que suspendeu a punição de um jogo imposta ao atacante da seleção dos Estados Unidos,deixando em aberto a possibilidade de uma nova reviravolta horas antes do confronto entre as duas equipes pelas oitavas de final da Copa do Mundo.
A decisão da entidade máxima do futebol ocorreu dias depois de uma mobilização liderada pela Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer) e que contou com apoio do presidente americano Donald Trump,que chegou a telefonar para Gianni Infantino,presidente da Fifa,para discutir o caso.
Inconformada com a decisão,a Real Associação Belga de Futebol (RBFA) protocolou um recurso formal junto à Fifa. Segundo o The Athletic,o pedido foi aceito,e tanto a federação belga quanto a americana receberam prazo até as 13h (de Brasília) desta segunda-feira para apresentar suas alegações,exatamente 12 horas antes do horário previsto para o início da partida,em Seattle.
Ainda segundo a publicação,um integrante do Comitê de Apelações da Fifa foi designado para analisar o processo. No entanto,não há garantia de que uma decisão será tomada antes da bola rolar.
O caso se tornou uma das maiores controvérsias desta Copa do Mundo. Balogun havia recebido cartão vermelho na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina e,pelo Código Disciplinar da Fifa,deveria cumprir suspensão automática. Após pressão da US Soccer,que alegou falhas na utilização do VAR durante a revisão da jogada,a entidade optou por suspender a punição,permitindo que o atacante ficasse à disposição do técnico Mauricio Pochettino.
A decisão provocou críticas da Bélgica,que acusa a Fifa de comprometer a integridade da competição. O técnico Rudi Garcia classificou a medida como um precedente perigoso,enquanto a federação belga afirmou que busca defender "a ética e a credibilidade do futebol".

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